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Perguntas e respostas traduzidas!! (Matt)

Há relativamente pouco tempo foi anunciado que Matt, Dom e Chris iriam responder a algumas perguntas feitas no site dos MUSE e nós traduzimos as respostas do Matt para ti!!

Qual é a tua guitarra Manson preferida tirando aquelas com que tocaste e qual é aquela com que te divertiste mais?

As pretas básicas ainda são as minhas favoritas, são bastante sólidas e leves e podem levar imensa porrada. No lado mais tecnológico, o pad Kaoss tem sido divertido mas provavelmente não o tenho utilizado muito.

Matt, ainda achas que é estranho gravar vocais em frente a muita gente e, se não, poderia fazer parte de um Making Of no futuro?

Eu estou, obviamente, confortável em palco e com plateias pequenas etc, mas não me sinto à vontade a cantar em frente a pessoas num ambiente de estúdio porque me estou a tentar concentrar em coisas e frequentemente faço alterações na letra a meio da música, por isso para mim é melhor estar sozinho ou com um engenheiro/produtor para que me possa concentrar porque as músicas ainda não estão necessariamente prontas e prontas para uma atuação.

Quando tens a melodia de uma música em mente, como é que comunicas isso para o baixo, bateria e simfonia para toda a gente?

Quando estou a escrever às vezes a melodia do baixo vem primeiro, por exemplo com a Uprising, Hysteria, Time Is Running Out e Madness. A letra e melodia até foi escrita depois de pensar no conceito do baixo. Outras músicas como The Globalist e Supremacy comecei pelos arranjos sinfónicos e tudo o resto veio depois. Eu comunico-o aos outros cantando, através de beat box, tocando na guitarra/piano ou às vezes com demos programadas de orquestras ou bateria etc.

Antes do lançamento do álbum disseste que a Globalist era uma sequela da Citizen Erased, e que tinhas tentado estar nesse estado de espírito quando escrevias. O que estavas a tentar recaputar, porquê Citizen Erased especificamente, e o que levou à decisão de incluir arranjos de várias músicas?

Eu acho que a Citizen Erased é sobre uma pessoa que desaparece no nada, recusando tomar o controlo e escolhendo desaparecer na memória ao invés de enfrentar o caos; sentindo-se pisado e desaparecendo. The Globalist é o oposto: uma pessoa a tomar o poder para fins perturbadores. Uma poderia ser a causa da outra e vice-versa. Ambas têm arranjos progressivos, ambas envolvem transições de piano/guitarra e ambas têm um riff pesado. The Globalist é o ditador que cresce e certamente irá apagar os cidadãos à sua frente!

Qual é a tua peça favorita para tocar no piano?

Eu não tenho a destreza para tocar peças complicadas. Posso tocar algumas partes. Tentei algumas de Chopin como “Raindrops” mas tinha-me esquecido quando a tentei tocar recentemente. Eu não consigo ler e tocar, por isso demoro imenso tempo para decorar. Não tenho andado muito concentrado no piano nos últimos anos, principalmente guitarra, provavelmente tenho que voltar.

Como é que as ovelhas vão?

Bem! Felizes a aproveitar a vista do mar.

Alguma vez consideraste fazer um álbum clássico completo?

Eu escrevi algum “material” clássico, mas eu encontro sempre uma maneira de o incorporar em Muse. A Survival era baseada numa parte clássica que eu escrevi sem voz nem banda. Exogenesis, Unsustainable e Globalist são parecidas em alguns pontos. Talvez fosse divertido lançar um álbum dos arranjos originais para essas partes antes de as tentar incorporar num contexto de banda de rock. Acho que não há material suficiente para fazer um álbum inteiro mas talvez no futuro.

Quando acabas de gravar um álbum há algum ritual especial que fazes sempre para celebrar?

Não. Principalmente um grande suspiro de alívio e depois pânico sobre como o vou explicar em entrevistas!

Vamos pensar no impensável e dizer que os Muse acabavam como banda, Se tivesses a oportunidade de te juntares a outra banda que exista hoje em dia, a que banda te juntarias e que instrumento tocavas?

Hmm não tenho a certeza. Eu provavelmente gostava de uma pausa como “front man” e ser apenas um guitarrista no sonho/visão de outra pessoa. Eu não consigo pensar num exemplo. Talvez se os Chvrches quisessem um guitarrista. Isso seria interessante! Mas por agora estou feliz onde estou.

Se pudesses mudar alguma coisa na indústria da música, o que seria e porquê?

As gravadoras deviam diminuir até ao ponto em que apenas se tornassem empresas de marketing que ajudam artistas por um período de tempo, por uma percentagem, em vez de serem donos dos direitos de autor e terem uma fatia enorme de coisas como os lucros de streaming para a eternidade.

Qual é o teu filme de ficção científica favorito?

O Predador.

O que é que o teu eu da era do Showbiz diria a música que fazes agora?

Wow, estranho.

Qual é a primeira coisa que fazes quando chegas a casa depois de uma longa tour?

Relaxar, brincar com o Bing, relaxar, tentar apanhar um pouco de sol, brincar com o Bing, relaxar.